10 doenças crônicas mais comuns no Brasil

10 doenças crônicas mais comuns no Brasil

Doenças crônicas geralmente se desenvolvem na idade adulta e os tratamentos são de longa duração. A maioria dos casos não tem cura e são caracterizados basicamente por serem doenças que possuem desenvolvimento lento e progressivo.

O uso abusivo de álcool, a obesidade, os níveis elevados do colesterol, tabagismo, má alimentação e o sedentarismo estão entre os grandes vilões e são eles que contribuem para evolução das doenças crônica nos indivíduos.

Diabetes

Diabetes é uma doença crônica não transmissível que tem como característica a elevação da glicose no sangue quando o pâncreas não consegue produzir insulina suficiente ou quando o corpo não está usando essa substância de forma eficaz. A insulina é o hormônio que promove e controla a entrada de glicose no sangue para diversas células do organismo. A falta de insulina ou altas taxas de glicose podem trazer inúmeras complicações para o coração, artérias, rins e em casos mais graves pode até levar à morte.

Alzheimer

É uma doença neuro-degenerativa que causa um declínio das funções cognitivas responsáveis pela memória, linguagem e percepção, reduzindo assim as capacidades de trabalho e relação social. Em estágios avançados pode interferir no comportamento e na personalidade da pessoa. Os primeiros sintomas que o paciente observa é a perda da sua memória recente e lembranças precisas de situações marcantes ocorridas a muitos anos atrás.

Hipertensão

Conheças as principais doenças crônicas que acometem os brasileiros
Principais doenças crônicas do Brasil

A hipertensão arterial mais conhecida como “pressão alta” é uma doença crônica caracterizada pela contração dos vasos nos quais o sangue circula. Esses níveis elevados são considerados altos quando os valores da pressão máxima e mínima são iguais ou ultrapassam 14 por 9.

Asma

Asma é uma doença mais comum em crianças. É um quadro crônico que como todos os outros pode persistir por um longo período e pode ser controlada com medicamentos. Ao presenciar ou sofrer uma crise asmática é necessário ir ao pronto socorro.

Suas principais manifestações são tosse, falta de ar e chiado no peito causadas por inflamação das vias aéreas. Infelizmente, a asma ainda não tem cura, mas possui tratamentos capazes de controlar a doença a ponto de o paciente conseguir ter uma vida absolutamente normal.

AIDS

A AIDS é um conjunto de sintomas e infecções causados pelo o vírus HIV (vírus da imunodeficiência humana) que ataca o sistema imunológico da pessoa, responsável por defender o organismo de doenças.

A presença desse vírus enfraquece o sistema de defesa deixando organismo mais vulnerável a outras doenças que normalmente poderiam ser combatidas pelo sistema sem o vírus. Essa doença não tem cura mas pode ser tratada com terapia antirretroviral, que consiste em um coquetel de medicamentos indicados pelo médico especialista e devem ser tomados todos os dias. Esta doença, se não for tratada, pode levar a óbito por infecções causadas pelo vírus.

Câncer

O câncer é um conjunto de mais de 100 doenças que causa a produção desordenada de células  que invadem tecidos e órgãos dividindo-se rapidamente. Estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores e podem espalhar-se para outras regiões do corpo.

Os tipos de câncer correspondem aos vários tipos de células do corpo. Quando começam em tecidos epiteliais, como pele ou mucosas, são denominados carcinomas. Se o ponto de partida são os tecidos conjuntivos, como osso, músculo ou cartilagem, são chamados sarcomas.

Depressão

Ainda não se sabe a origem da depressão, distúrbio afetivo responsável por causar uma tristeza profunda e total perda de interesse e ânimo. Essa doença atinge, em média, 300  milhões de pessoas de todos os gêneros e idade no mundo.

Esses transtornos psicológicos na maioria das vezes são tratados por psiquiatras e psicólogos, além de medicamentos antidepressivos que regulam a química cerebral. A depressão  pode durar semanas, meses e anos, mas não tem cura, pois o indivíduo pode ter crise ao longo da vida.

AVC (Acidente Vascular Cerebral)

O Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI), é o mais comum causado pela falta de sangue em determinada área do cérebro, decorrente da obstrução de uma artéria. Existem dois tipos de AVC: hemorrágico e isquêmico. Os dois podem causar perda das funções dos neurônios, e o sintomas, assim como as sequelas vão depender da região atingida.

Hemorrágico: quando há um rompimento de um vaso cerebral que se caracteriza pelo sangramento em uma parte do cérebro. Pode ocorrer para dentro do cérebro ou tronco cerebral (acidente vascular cerebral hemorrágico intraparenquimatoso) ou para dentro das meninges (hemorragia subaracnóidea).

Isquêmico: se dá quando surge um obstrução da artéria impedindo a passagem de oxigênio para as células cerebrais que acabam morrendo. Essa obstrução pode acontecer por um trombo (coágulo de sangue) ou por um êmbolo (trombo que se desloca pela corrente sanguínea até ficar preso em algum vaso sanguíneo).

Mal de Parkinson

A Doença de Parkinson geralmente se instala de forma lenta e progressiva, normalmente em torno dos 60 anos de idade. Para se suspeitar desta doença, que é um tipo de degeneração cerebral, é necessário avaliar alguns sinais e sintomas que surgem em conjunto ou pioram ao longo do tempo como: tremor, rigidez, movimentos lentificados e postura encurvada. O Mal de Parkinson não tem cura, mas existem tratamentos com medicamentos, fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e cirurgia que são capazes de combater os sintomas e retardar o seu progresso.

DPOC (Doença pulmonar obstrutiva crônica)

A DPOC é uma doença crônica intimamente ligada ao tabagismo, que pode se agravar sem um tratamento adequado, comprometendo significativamente a qualidade de vida do indivíduo. O diagnóstico baseia-se nos achados do exame físico e na histórico do paciente. Como os sintomas podem não ser indicativos da extensão do dano respiratório é fundamental realizar um exame chamado espirometria, avaliação  da capacidade ventilatória pulmonar. Parar de fumar é a única forma de impedir o declínio da doença.

Programa de suporte ao paciente e diagnóstico
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