13 coisas sobre doenças crônicas que você não sabia

13 coisas sobre doenças crônicas que você não sabia

As doenças crônicas acometem muitas pessoas ao longo dos anos, mas, apesar disso, as informações sobre elas são muito vagas. Os próprios estudiosos da área da saúde ainda não foram capazes de compreender suas causas ou encontrar a cura. Todos os tratamentos são apenas maneiras de controlar a doença e retardar sua progressão.

Mesmo pouco sabendo sobre suas causas e curas, as doenças crônicas são estudadas frequentemente e há diversas informações das quais muitos desconhecem.

1 – Dados estatísticos de doenças crônicas

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) são responsáveis por 63% das mortes no mundo. No Brasil, são a causa de 74% dos óbitos.

Porém, a maioria das doenças crônicas pode ser prevenida ou controlada, possibilitando viver com qualidade. Para isso é preciso, em primeiro lugar, conhecer a doença e, em segundo, tratá-la de forma correta, completa e contínua.

2 – Os dois principais tipos de doenças crônicas

13 curiosidades sobre doenças crônicas
Entenda o que é doença crônica e suas curiosidades

Existem vários tipos de doenças crônicas, mas as duas principais são:

Condições congênitas: (aquelas que já nascemos com a doença ou ela desenvolve nos primeiros meses de vida), são consideradas doenças crônicas, como a fenilcetonúria, espinha bífida e cardiopatias congênitas, por exemplo.

Doenças crônicas não congênitas: já o percurso dessas doenças é longo e muitas vezes o processo de cura é lento ou até inexistente, tornando uma condição permanente.

3 – As principais doenças crônicas no Brasil

As doenças crônicas não transmissíveis que mais se desenvolvem no mundo são:

  • Asma;
  • Doença pulmonar obstrutiva crônica (bronquite crônica, enfisema pulmonar);
  • Doenças cardiovasculares (hipertensão, insuficiência cardíaca, AVC, doença vascular periférica, entre outras)
  • Diabetes;
  • Câncer
  • Doenças renais crônicas;
  • Doenças neuropsiquiátricas (como depressão, distúrbios relacionados ao abuso de álcool e outras drogas, etc);
  • Doença de Parkinson e Alzheimer;

4 – Obesidade é uma doença crônica

Em 2013, a American Medical Association, uma das organizações médicas mais influentes do mundo, decidiu classificar a obesidade como doença. Ao longo dos anos, outras entidades médicas internacionais – incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS) – reconheceram a condição como um problema crônico, que necessita de tratamento específico e de longo prazo.

A inatividade física é a quarta principal causa de morte no mundo. Ao longo da vida, as pessoas desenvolvem uma ou mais doenças e os dados são alarmantes. A Revista de Saúde Pública da USP confirma que, no Brasil, cerca de 70% das pessoas possuem hipertensão, obesidade e diabete,  o que coincide também com a taxa de sedentarismo.

6 – Doenças crônicas são enfermidades de maior impacto na saúde pública

As doenças de maior impacto para a saúde pública são:

1º) as doenças cardiovasculares;

2º) o câncer, particularmente o cérvico-uterino, o de mama em mulheres e de estômago e pulmão nos homens;

3º) o Diabetes Mellitus;

4°) as Doenças Respiratórias Crônicas.

Este rápido aumento da morbi-mortalidade por Doenças Crônicas Não Transmissíveis vem afetando o desenvolvimento social e econômico de vários países.

7 – Problemas na coluna em segundo lugar no ranking das doenças crônicas

A Pesquisa Nacional de Saúde traz o percentual de brasileiros que afirmam ter recebido um diagnóstico médico de problema crônico de coluna.

Atualmente, 27 milhões de adultos no país são acometidos pela doença, o que corresponde a 18,5% da população. Os problemas lombares são os mais comuns e a prevalência também é maior entre as mulheres (21%, ante 15% dos homens).

8 – Doenças Crônicas acometem principalmente o sexo feminino

O levantamento, realizado pelo Ministério da Saúde em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2013, revela que essas enfermidades atingem principalmente o sexo feminino (44,5%).

9 – O cortisol, causador de doenças crônicas

O cortisol é um hormônio produzido pela glândula suprarrenal. É liberado quando estamos estressados.

O cortisol provoca a liberação de glicose no sangue para então enviar uma grande quantidade de energia aos músculos. Ele tem o objetivo de nos dar mais energia em situações de emergência.

Quando o estresse se dá em um momento específico, o organismo volta a restabelecer os seus níveis hormonais. Quando a situação se prolonga por um longo período de tempo, aparecem sintomas adversos, tais como:

  • Mudanças no comportamento. Irritabilidade, sentimento de ira, desmotivação.
  • Hipertensão.
  • Dor de cabeça.
  • Problemas digestivos.
  • Falta de apetite ou fome desproporcional.
  • Dores musculares.
  • Perda de memória.
  • Desequilíbrio do sistema imunológico.

O estresse é um dos fatores que mais aumenta a probabilidade de uma doença cardiovascular. Ele aumenta a frequência cardíaca e a pressão arterial, aumentando a necessidade de oxigênio do coração.

10 – Doenças Crônicas e Convalescenças

Em casos de doenças crônicas o período de convalescença é considerado após as crises, já que o tratamento e cuidados preventivos são necessários por toda a vida.

11 – Doenças crônicas e isenção de impostos

São isentos do Imposto de Renda os rendimentos relativos a aposentadoria, pensão ou reforma, incluindo a complementação recebida de entidade privada e a pensão alimentícia, aos portadores das seguintes doenças crônicas:

  • AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida)
  • Alienação mental;
  • Cardiopatia grave;
  • Doença de Paget em estados avançados (Osteíte deformante);
  • Doença de Parkinson;
  • Esclerose múltipla;
  • Espondiloartrose anquilosante;
  • Fibrose cística (Mucoviscidose);
  • Nefropatia grave;
  • Hepatopatia grave;
  • Neoplasia maligna;
  • Síndrome de Talidomida;
  • Tuberculose ativa.

12 – Atividade Física e Doenças Crônicas

A prática de exercício​s físicos regulares​ é capaz de agir na prevenção de doenças crônicas e como tratamento não farmacológico das doenças já estabelecidas, melhorando a qualidade de vida do paciente.

13 – Vitamina A contra Doenças Crônicas

A vitamina A está diretamente associada ao sistema imunológico. Quando há deficiência no organismo, ela reduz a resistência do corpo a infecções. De maneira geral, a vitamina A desempenha papel-chave quanto à manutenção da integridade das mucosas; diferenciação, crescimento e função de neutrófilos, monócitos, células de Langerhans e linfócitos T e B.

Polivalente, a vitamina A também exerce função antioxidante. Quando em alta, ela protege o organismo da ação do estresse oxidativo, prevenindo eventuais lesões teciduais relacionados a enfermidades crônicas.

Programa de suporte ao paciente e diagnóstico
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