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Agosto Dourado: mês da luta pelo aleitamento materno

O Agosto Dourado simboliza uma grande luta pelo apoio ao consumo do leite humano, campanha criada em 1992 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em parceria com o Fundo Das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

A primeira semana de agosto é marcada pela Semana Mundial do Aleitamento Materno e este ano o tema foi: proteger a amamentação, uma responsabilidade de todos. Refletindo sobre o tema, entendemos o quanto uma rede de apoio é importante neste momento tão especial. O aleitamento não é apenas da díade (mãe e bebê), mas sim um momento compartilhado, em que o companheiro/companheira, amigos, parentes, profissionais e quem estiver ao redor, devem fazer parte. O suporte para a mulher que oferece o seio é algo importantíssimo para que ela tenha sucesso no processo.

De acordo com pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde entre os anos de 2019 e 2020, 53% das crianças brasileiras são amamentadas com leite humano no primeiro ano de vida, dado muito relevante se levarmos em conta o benefício que o leite materno apresenta para o bebê. O leite humano é um alimento exclusivo e único, possui toda a parte nutricional, além de componentes que previnem alergias, hormônios importantes para maturação intestinal e anticorpos que auxiliarão na carga imunológica.

Falando de anticorpos, pesquisas recentes mostram que o leite de mães vacinadas contra a COVID-19 continha quantidade significativa de anticorpos contra a doença, fazendo com que bebês amamentados tivessem acesso a eles. Além disso, de acordo com um estudo da OMS, o leite materno é capaz de prevenir a obesidade infantil, já que ele induz respostas hormonais e contêm bactérias positivas que auxiliam na saúde intestinal da criança.

A amamentação tem inúmeros benefícios, mas não excluímos o fato de que pode ser um momento desafiador, por isso todos que estão em volta precisam ser apoiar a mãe e o bebê. Existem programas de suporte a gestantes que podem auxiliar essas mães a terem uma amamentação mais fácil, com profissionais capacitados e experientes, porém, essa ajuda também pode e deve começar dentro de casa, com um familiar. Seja você a rede de apoio de uma mãe!

Por Isabella Sampaio, instrutora de saúde da Azimute Med

Fonte: UNICEF, SBP e UNA-SUS, Designed by Freepik