Como uma enfermeira empreendedora e sua equipe de 86% de mulheres conquistaram a liderança do mercado de gestão de saúde

Como uma enfermeira empreendedora e sua equipe de 86% de mulheres conquistaram a liderança do mercado de gestão de saúde

Quando Luciana Lauretti criou a AzimuteMed, em 2010, talvez não imaginasse contar com 282 colaboradores, sendo 86% mulheres, e 847 visitadores que vão ao encontro de mais de 1 milhão de pacientes em todo o Brasil. A empresa de gestão de saúde, nasceu da vocação de Luciana em atuar na área preventiva, evidente já nos primeiros estágios: “Eu me sentia feliz em educar meus pacientes para que não adoecessem novamente”, conta a CEO.

Mas por quê esse predomínio feminino? “A relação com o paciente deve se basear no conceito de atendimento humanizado, com atenção, carinho e linguagem acessível. E as mulheres se saem muito bem em atividades verbais e, por serem mais emotivas, ouvem, entendem e expressam com mais facilidade os sentimentos”, explica Luciana. “A empatia é muito importante no atendimento ao paciente, que muitas vezes sofre com o impacto do diagnóstico e não consegue associar as informações sobre a doença, como utilizar e armazenar os medicamentos, efeitos colaterais e formas de minimizá-los”.

Ainda segundo Luciana, as mulheres do seu time são contratadas pelas suas competências e habilidades, não pelo gênero. “A nossa causa não é só das mulheres, é de toda a comunidade. Todos ganham quando 100% dos talentos são aproveitados”. Lutar por mais mulheres na empresa e na sociedade, dando mais voz a elas, valorizar o empreendedorismo feminino, fomentar negócios entre elas e ser liderada por uma mulher deu a Azimute o Selo Women Owned.

Recentemente, foi lançada a Universidade AzimuteMed para formação e qualificação de toda equipe. “Com experiências de aprendizagem positivas, conseguimos atrair, reter e revelar talentos. Como consequência, continuamos a nos destacar com mais um diferencial competitivo diante da concorrência sendo uma empresa de referência no desenvolvimento de programas de diagnóstico e suporte ao paciente e com o melhor atendimento”, revela Lauretti.

Sobre a AzimuteMed

A AzimuteMed desenvolve programas personalizados de saúde, desenhados de acordo com as necessidades de cada segmento: indústria farmacêutica, empresas, corretoras e operadoras de planos de saúde. E prestando serviços a esses mercados, a empresa segue em expansão, fechou o ano de 2018 com faturamento de R$ 32 milhões, 17% superior em relação ao ano anterior.

Sanofi, Novartis, Sul América Saúde e Pfizer são alguns de seus clientes. Hoje, soma mais de 65 programas desenvolvidos para dezenas de doenças e condições de saúde. Artrite Psoríasica, Artrite Reumatoide; Diabetes; vários tipos de canceres, Doença de Gaucher; DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica); Esclerose Múltipla; Espondilite Anquilosante; Fibromialgia; Gestação de risco e recém-nascido de alto risco; Hipertensão, Complicações por depósito de ferro e Câncer de pulmão estão entre elas.

O atendimento na AzimuteMed é feito por profissionais de saúde – educadores, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas, assistentes sociais e educadores físicos- que se especializam na orientação para cada doença e respectivo tratamento. Ao ingressar no programa, a primeira conversa é pelo telefone. Em seguida, o paciente poderá receber visitas presenciais ou online (através de videoconferência), e-mails e mensagens de texto via celular.

O objetivo dos programas é o de apoiar pessoas portadoras das mais diversas doenças, de diabetes a patologias raras, proporcionando adesão ao tratamento, facilitando o acesso a medicamentos e orientando sobre os cuidados e prevenção. Assim, nos serviços aos segmentos corporativos, se consegue estabilizar a saúde das populações e otimizar o investimento das empresas na área e, para as farmacêuticas, a eficácia dos medicamentos.

“O foco no indivíduo é uma tendência, e a AzimuteMed é referência no cuidado ao paciente. Um indivíduo informado sobre sua doença, que faz uso correto da medicação e possui hábitos saudáveis ganha qualidade e expectativa de vida”, conclui a executiva.