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Desafios na jornada da liderança feminina

90% dos cargos de liderança da Azimute Med são de mulheres, entre eles o cargo de gerente de TI e BI/ Analytics, reforçando a tendência da liderança feminina em tecnologia

Ainda em minha adolescência, na época do ensino fundamental, eu já nutria uma paixão por computadores e tudo acerca tecnologia. Na escola onde estudava, possuía laboratórios de informática onde experimentei minha primeira experiência ligada ao tema e logo me apaixonei, por esse motivo, estudei um curso técnico em processamento de dados, mas em aula havia um número reduzido de mulheres com predominância masculina.

Em seguida, ingressei na Faculdade de Ciências da Computação onde 95% da sala de aula era composta por homens (alunos e professores), mas estava focada em meus objetivos e logo no primeiro ano de curso já queria seguir carreira trabalhando com banco de dados. Me apaixonei com as possibilidades e as oportunidades de se trabalhar com os dados, e o futuro me parecia promissor.

Tive líderes homens, que me ensinaram muito, mas meu crescimento foi por meritocracia, estudei, busquei capacitação e venci barreiras. Sou da geração dos ‘nãos’, porém foram essas negativas que me fizeram correr atrás dos meus objetivos e me ajudaram a chegar aonde estou atualmente.

Passei por diversas situações, onde pude provar minha capacidade em resolver problemas e ainda demostrar minhas habilidades, assim como os demais homens da área, segui lutando por igualdade até chegar ao cargo de liderança.

As mulheres são mais sensíveis, detalhistas, observadoras e comunicativas, por isso essas habilidades me fizeram enxergar uma oportunidade para engajamento na área de TI, além de ser uma pessoa com foco em resultado.

Está área ainda é composta por mais homens e infelizmente são poucas mulheres que se aventuram, mas tem um mundo de oportunidades a serem exploradas. O mercado de trabalho está mudando e muitas empresas não fazem diferença de gênero, o mais importante é a experiência e o quanto o profissional irá agregar a companhia.

Eu acredito no fato das mulheres estarem conquistando a cada dia mais novos espaços e consecutivamente sendo mais valorizadas.

Conciliar a vida profissional com a pessoal é um desafio, porém com um bom planejamento é possível. Costumo planejar a minha semana, incluir em minha rotina aulas de pilates com meu filho e agora com o benefício do home office por ficar mais perto da minha família em almoços/ cafés da manhã.

Trabalhar naquilo que amamos é uma das maiores realizações do ser humano, sou apaixonada por minha profissão, o que me rende brilho nos olhos e a possibilidade tão agradável de trabalhar com pessoas.

A minha maior realização está sendo trabalhar na Azimute Med, liderada por uma mulher (Luciana Lauretti, diretora geral) que nos inspira e desafia todos os dias.

Por Glaucia Balieiro M. Silva, gerente de TI e BI/ Analytics